quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Hotel Avenida lança EP em show no Jokers

Com nove meses de existência, Hotel Avenida começou a colher frutos cedo.
Com apenas nove meses de existência, banda já colhe frutos do bom trabalho (foto: Divulgação)
Com nove meses de existência, Hotel Avenida começou a colher frutos cedo. E hoje no Jokers, às 23h, a banda lançará seu mais novo EP. Não é para menos. A formação da banda conta com pessoas conhecidas na cena e com uma carreira respeitável. Os membros podem ser macacos velhos, mas em tempos de inteligência artificial, a adaptação foi natural aos meios sociais da internet.

A banda é formada por Giancarlo Rufatto, que mantinha uma carreira solo até então, e por Ivan Santos, que fazia parte da banda OAEOZ. O primeiro EP surgiu através de arranjos feitos à distância. “Eu tenho um estúdio caseiro em casa. Eu gravava e mandava para o Ivan, que também fazia a parte dele e me mandava em alta resolução. Eu mixava e mandava de volta. Apenas uma música foi gravada em estúdio”, explica Giancarlo sobre a construção das primeiras músicas.

Uma confraria de amigos é a denominação que o vocalista usa para intitular a formação. O que de início era apenas uma dupla, mais tarde - após gravarem um EP no final de 2008 - acabou se tornando uma banda completa. Fazem parte agora também Carlão Zubek (OAEOZ), Eduardo Patricio e Rubens K (Terminal Guadalupe). Hoje a formação está um pouco diferente para este novo lançamento. Após Rubens ter saído, entrou Igor Ribeiro e Allan Yokohama, tendo assim dois bateristas. “Quando um não pode, eles trocam”, simplifica Rufatto.

A repercussão da banda na mídia fez barulho. Com tão pouco tempo de existência já fizeram participações no programa Bastidores do Multishow, falando sobre viver na independência, e uma gravação no Acústico Mundo Livre. Isso são apenas pequenos exemplos de como a divulgação na internet contribuiu para a expansão veloz do grupo. “Hoje de manhã eu estava acompanhando o número de downloads do novo EP e foram 180 apenas em dois dias, é muito rápido para quem toca há pouco tempo. Então eu afirmo que tem que inventar maneiras de persuadir as pessoas de uma boa forma. Tem que estudar a virtualidade da coisa”, orgulha-se.

Giancarlo além de ser o vocal é também um compositor de mão cheia. As letras do Hotel Avenida são de impressionar qualquer um em tempos de músicas vazias e sem conteúdo. “Profundezas do coração do fundo do copo”, pode soar melancólico demais, mas não se engane: reflexivo seria a palavra ideal. Canção popular melodramáticas? Foi a saída encontrada por ele para justificar a sonoridade da banda, que assim como os integrantes que participam rotativamente da banda (justificativa à palavra confraria), para por título há algo que na verdade soa naturalmente distante de influências explícitas, pois vivem na filosofia da espontaneidade e de viver apenas aquele momento, encarando de forma séria, obviamente. “Gosto de pensar que o nome Hotel Avenida remeta a isso, um lugar onde todos são bem vindos, pois todos tem projetos paralelos”. Quanto às composições, Ruffato explica que “existe um fantasminha na minha cabeça que me incentiva a estar o tempo todo compondo”.

Entrevista - Rock in press

por Marcos Xi - http://www.rockinpress.com.br/2009/10/25/hotel-avenida-lanca-seu-novo-ep/

“Ele tem defeitos, eu mudaria tudo se tivesse mixado, mas como nesse eu só cantei e me esgoelei, até ficou legal”. Seria estranho começar uma matéria com essa frase do próprio Giancarlo Rufatto, vocalista do Hotel Avenida, mas se o próprio cantor fala isso de seu álbum, imagina quantas verdades ele ‘esgoelou’ em suas letras.

Hotel Avenida é uma banda relativamente nova – formada no fim do ano passado – e, como tantas outras, investe na internet para divulgar o seu material. Repetindo o sucesso do lançamento do single “Eu não sou um bom lugar”, que apareceu em blogs especializados no meio do ano, eles agora repetem a fórmula e convocam mais 19 sites para mostrar ao Brasil suas seis novas músicas.

Essa idéia de divulgar em meios alternativos não é ao acaso, “é legal tratar ‘essa nova mídia’ do mesmo jeito que você trataria um jornalista ‘bam bam bam’” diz ele, que também trabalha na internet. “Eu sei que as pessoas lêem e acompanham a opinião de quem escreve”, valoriza.


Hotel Avenida – Nas Profundezas do Coração do Fundo do Copo Ao Vivo

Definitivamente, os blogs são o futuro da comunicação, mas não é só nisso que o Hotel Avenida já pensa: “O futuro é EP”, exclama Rufatto com a certeza de quem já está nesse meio a 5 anos. “Com mais de 7 músicas é disco duplo em 2009” ousa dizer alguém que colocou “Nuvem de lágrimas” – famosa nas vozes de Fafá de Belém e Roberta Miranda – na bolacha, sem medo. “Pode até ter alguém que fale mal, etc, ache ‘cafona’, mas acho que o resultado ficou ‘de bom tom’”. “Esse cover surgiu de uma idéia de tocar canções populares em arranjos decentes”, explica ele, que também enfileirou “Meu Abismo, Meu Abrigo”, do disco do Lobão, Noite (1998), nessa nova empreitada.

Apesar da ‘ameaça’ – “se você falar que parece ‘made in brasil’, ai vou ficar magoado” – o próprio Rufatto entrega as influências: “(Gosto de) Ryan Adams, Bruce Springsteen, (Bob) Dylan, Van Morrison, Jeff Buckley, e Legião Urbana aqui e ali”. Além desse ‘Legião Urbana aqui e ali’, Barão Vermelho se faz presente em músicas e algumas passagens vocais, que ele mesmo explica: “a referencia das canções que eu faço pra o Hotel é The Band, (Rolling) Stones e Van Morrison dos anos 70, ou seja, mais ou menos o que o Barão também queria ser nos anos 80”, tentando se desvencilhar. Apesar disso, a tônica da banda é o Folk clássico, com pitadas de Blues e esse Rock de 60 e 70 já citados.

Giancarlo Rufatto

A banda é liderada por Giancarlo (vocal) e Ivan Santos (guitarra), e conta ainda com Carlos Zubek (guitarra), Igor Ribeiro (baixo), Eduardo Patrício (bateria), e Alan Yokohama (bateria). A gravação foi conduzida por Vinicius Braganholo, com produção de Mariele Loyola. A direção de arte é de Giancarlo Rufatto.

A gravação do EP foi feita ao vivo, em três horas, sob o patrocínio da Rádio Mundo Livre FM (93.9) de Curitiba, cidade natal da banda. Essa responsabilidade de gravar ao vivo trás grandes conseqüências e, talvez por isso, tenham surgiram problemas de mixagem e uns detalhes que realmente não deixaram os músicos totalmente satisfeitos com o resultado final. Entre erros e acertos, o saldo saiu mais positivos do que eles mesmos poderiam esperar: “Minha voz tava muito ruim, no final já tava mais pra lá do que pra cá. Mas eu já nem ligava, só queria me livrar”.

O álbum sai nesse domingo, às 23 horas, na Rádio Mundo Livre. Se você não é de Curitiba, poderá ouvir aqui. Amanhã é o grande lançamento em blogs e nós, do Rock in Press, saímos na frente. Vamos sortear o álbum e entradas para o show de lançamento da bolacha, no dia 30/10, no Joker´s Pub, em Curitiba, com abertura da banda Pleinade. Se eu fosse você não deixava de aproveitar, pois o próprio Giancarlo Rufatto já decretou: Pretende parar aos 30, ou seja, daqui a dois anos. “Depois quero fazer outra coisa e parar de mandar email do tipo ‘oi, ouça minha banda, por favor’“.

Entrevista

Entrevista feita por Thiago Agostini em Agosto de 2009 - http://colunistas.ig.com.br/tiagoagostini/

hotel avenida



O Hotel Avenida, uma das promissoras bandas da efervescente cena de Curitiba, acaba de lançar um EP ao vivo, gravado no projeto Acústico Mundo Livre FM, que você pode baixar aqui. O disco tem seis faixas, sendo quatro de composição própria (destaque para “Só o amor pode partir seus joelhos”) e duas covers, “Nuvem de Lágrimas” (sim, aquela mesma) e “Meu abismo, meu abrigo”, de Lobão.

Formada basicamente da união de Ivan Santos (ex-OAEOZ) e o vocalista Giancarlo Rufatto, a banda tem como objetivo fazer “canções à moda antiga sobre a vida”, segundo Gian. A entrevista abaixo foi feita no começo de agosto, para uma matéria que acabou tomando outros rumos. Eis a íntegra.

P.S.: Vale muito a pena baixar também o EP ao vivo no Rock de Inverno, que contém a grande música da banda, a pungente “Eu não sou um bom lugar”. Aproveita e relê a minha cobertura do Rock de Inverno deste ano.

hotelpb

A banda tem poucos meses mas vocês já conseguiram bom destaque em blogs nacionais e tocaram para um bom público no festival da Oi. Tinham essa expectativa de que as coisas acontecessem tão rápido?

Ivan: Sinceramente não. Até porque é um meio muito competitivo. Tem muita banda por aí e as vezes é difícil se destacar. Muitas bandas levam anos pra conseguir o espaço que a gente conquistou em pouco mais de seis meses, com apenas cinco shows e um single lançado. O convite para o Expressões Oi, principalmente, foi uma grata surpresa, pois não imaginava que a gente fosse escolhido com tanta banda boa e com mais nome que a gente que se inscreveu. E poder tocar ao ar livre, no domingo a tarde, com equipamento e som de primeira, pra um público diferente, que não frequenta bares e shows noturnos, foi uma grande satisfação.

Por outro lado, apesar da banda em si ser nova, todos nós já temos uma boa experiência com trabalhos anteriores. Já sabemos um pouco mais do “caminho das pedras”. E hoje temos autonomia total pra gravar e os contatos pra divulgar o trabalho, o que facilita as coisas. Essa experiência anterior, acredito, foi decisiva para que a gente conseguisse esse destaque em tão pouco tempo.

Gian: Não é que as coisas aconteceram “rápido”, elas estavam acontecendo em um outro estado, digamos menos sólido, antes mesmo da banda existir. O Ivan sempre ficava batendo na tecla que eu deveria ter uma banda pra me apresentar, mostrar as canções dos meus discos como elas eram gravadas e quando o OAEOZ parou no ano passado, começamos a gravar juntos o que gerou o EP “Ivan Santos & Giancarlo Rufatto”. Foi ali que a banda começou – inclusive cogitamos chamar o EP de Hotel Avenida, mas como gravamos tudo em casa, ficou com nossos nomes. Foi a partir do lançamento no final de 2008 que começamos a mexer os pauzinhos pra tocar ao vivo e nesse processo, muitas pessoas ajudaram na sedimentação da banda. Dos integrantes (eu, Ivan, Carlão Zubek, Igor Ribeiro, Eduardo Patrício, Allan Yokohama e Rubens K) aos blogs que nos deram espaço desde antes do primeiro show como o In New Music We Trust e o Subtropicalia. E quando a gente gravou o primeiro single da banda, não existia outro caminho pra gente que não o de pedir ajuda a todos os blogs de amigos para o lançamento.

Então, calhou de a banda ganhar as paginas de todos os jornais do estado, ser selecionada para o Expressões Oi (duas vezes – já que meu trabalho solo também havia sido) e tocar no Rock de Inverno para passarmos a existir fora do bolha indie de Curitiba o que definitivamente é bem legal, o virtual é legal, mas eu recomendo a realidade.

Expliquem um pouco as referências sonoras. Tava pensando outro dia e cheguei a classificar o som de vocês como um “folk-rock com sentimento”. Faz sentido?

Ivan: É por aí. A gente brinca dizendo que a Hotel Avenida é uma banda de canções à moda antiga, no sentido de que a gente não está preocupado em inovar nem em reinventar a roda, mas sim em fazer boas canções, com as quais as pessoas possam se identificar e gostar. O folk sem dúvida é uma referência básica, assim como o soul e o rhythm and blues. Cada integrante acaba contribuindo com um background diferente. Eu citaria ainda coisas como o trabalho solo do Mark Lanegan, Grant Lee Philips, Cowboy Junkies, Gutter Twins, Mercury Rev e Spiritualized, Black Crowes, enfim, muita coisa.

Gian: Eu nunca pensei em folk-rock porque vejo as canções apenas como música pop. Eu gosto de pensar que a Hotel Avenida tem de ser “uma banda de canções a moda a antiga” com partes cantáveis em coro, melodias para dançar, letras para ler e pensar. Tem tudo isso nos discos de artistas que eu gosto, no Bruce Springsteen por ex. Até me incomoda que a associação com música melancólica seja a primeira impressão passa. A questão é que cantamos sobre a vida e a vida na maior parte do tempo é feita de “quases” e de coisas que não conseguimos.

“Eu não sou um bom lugar” é uma música bem intensa, que cresce durante a audição. Como ela foi composta?

Gian: A música é uma tentativa de fazer soul (na hora de mixar inclusive mandei Otis Redding para o pessoal ouvir) e fala sobre ações equivocadas que o ser humano faz ao longo da vida. Tive de explicar pra minha mãe que na parte em que eu cito “Jesus, Maria e sua gangue” não era um sentimento propriamente meu e sim uma ironia para com o exagero evangélico. Eu gosto de colocar religião nas letras e quase sempre no contraponto do lado egocêntrico do cara que vai morrer porque a mulher não o quis.

Vocês dois tinham outros projetos anteriores ao Hotel. Como ficam eles agora com a banda?

Ivan: No caso do OAEOZ, minha banda anterior, a gente parou mesmo. Depois de onze anos, vários discos lançados, cheguei a conclusão de que era hora de virar a página, pois acho que já tínhamos feito tudo o que poderíamos fazer, e não havia mais sentido em insistir em algo apenas por obrigação. Ao mesmo tempo, em 2008 eu e o Gian começamos a compor e gravar juntos, e a partir do EP que lançamos no final do ano, resolvemos montar uma banda para tocar essas canções ao vivo, o que acabou gerando a Hotel Avenida. E até por questão de disponibilidade de tempo, percebi que não haveria como levar a frente duas bandas simultaneamente. Então a minha ideia, pelo menos no momento, é me dedicar exclusivamente à nova banda.

Gian: Eu continuo gravando coisas em casa e sigo com meu trabalho solo, mas dei uma diminuída na velocidade em que eu lançava discos em 2008. Pouco antes do lançamento do primeiro single do Hotel eu lancei o Machismo EP e muita gente que veio à procura de mais material da banda acaba baixando meus trabalhos solos que são base dos shows da banda enquanto não lançamos as musicas novas que já tocamos nos shows. Fora o fato de que todo mundo tem seu projeto, sua banda própria e seguem lançando coisas. O Carlão acabou de lançar um disco novo do folhetim Urbano. O Eduardo é produtor e também tem discos solos, o Igor tem a Orquestra Mecânica. Acho que é por isso que a banda se chama Hotel.

Tem planos de gravar um CD? Pra quando? Ter um CD ainda é fundamental numa época onde o MySpace é tão forte?

Ivan: A princípio não temos uma preocupação imediata de gravar um “CD cheio”. A nossa ideia é ir gravando canções a medida que a gente ache que vale a pena e lançando através de singles e ou EPs. Até porque hoje em dia, as pessoas tem cada vez menos tempo e mais informação pra processar, e dificilmente ouvem um cd inteiro com dez, doze músicas, por melhor que seja. É mais fácil chamar a atenção das pessoas com um single ou um EP do que com um disco.

Mas em outubro nós vamos gravar uma participação no programa Acústico Mundo Livre, da rádio de mesmo nome daqui de Curitiba, que vai gerar um EP ao vivo no estúdio, com seis músicas, que deve ser lançado até o final do ano. E estamos estudando a possibilidade de lançar um bootleg com as gravações ao vivo do nosso show no Rock de Inverno 7.

Gian: De concreto existe a gravação do Acústico Mundo Livre Fm, em que registraremos 4 canções novas em formato ao vivo e lançaremos como EP. Isso deve acontecer em outubro e acho que seguiremos lançando singles e EPs virtuais. O CD pra mim virou item que você entrega a quem ainda não te conhece. Nos shows eu faço algumas cópias e entrego caso alguém venha perguntar informações sobre a banda. No geral é assim que funciona, o MySpace tem sido veículo forte de aproximação com o público, mas há sempre uma ou outra pessoa que é pega de surpresa e eu gosto muito quando isso acontece.

E shows fora de Curitiba, tem planos, algo marcado?

Ivan: Já temos alguns convites, inclusive pra tocar em São Paulo e no interior do Estado, e só estamos acertando agendas pra armar isso de fato.

Gian: Após o Expressões Oi e o Rock de inverno 7 rolaram convites para shows em São Paulo e no interior do estado. O plano agora é tocar onde for possível.

domingo, 25 de outubro de 2009

Hotel Avenida - EP (2009)

Hotel Avenida lança EP ao vivo


(clique na imagem para baixar em rapidshare)

(clique na imagem para baixar em 4shared)



A banda Hotel Avenida, de Curitiba, lança no próximo dia 26/10, um EP com seis faixas, sendo quatro composições da banda, e duas versões: “Nuvens de Lágrimas”, conhecida pelas gravações de Roberta Miranda e Fafá de Belém; e “Meu abismo, meu abrigo”, do disco “Noite” (1998), de Lobão. Gravado ao vivo em pouco mais de três horas no Nico’s Studio por Vinicius Braganholo e com produção de Mariele Loyola, em Curitiba, na noite do último dia 6 de outubro. O EP faz parte do projeto “Acústico Mundo Livre”, que foi ao ar no domingo, 25/10, na Rádio Mundo Livre FM (93.9) (http://portal.rpc.com.br/mundolivrefm).

A exemplo do primeiro single da banda, “Eu não sou um bom lugar”, lançado em junho, o novo EP também será disponibilizado em formato virtual simultaneamente em uma rede de sites e blog na internet, além das páginas da banda no Myspace e na Trama Virtual. No dia 30/10, no Joker´s Pub, a Hotel Avenida apresenta o show de lançamento do disco, ao lado da também curitibana Plêiade.

A Hotel Avenida surgiu de um projeto de Ivan Santos (OAEOZ) e Giancarlo Rufatto iniciado com um EP lançado no final de 2008. A vontade de apresentar ao vivo as canções os levou a recrutar outros músicos. Na gravação do Acústico Mundo Livre, os dois são acompanhados por Carlos Zubek (guitarra), Igor Ribeiro (baixo), Eduardo Patrício (bateria), e Alan Yokohama (bateria).

Sites amiguinhos deste lançamentos

http://www.myspace.com/hotelavenida

www.tramavirtual.com.br/hotel_avenida

http://giancarlorufatto.blogspot.com

http://deinverno.blogspot.com

www.senhorf.com.br

http://screamyell.com.br

http://www.innewmusicwetrust.com.br/

http://bloodypop.com/

http://movethatjukebox.com

http://www.rockinpress.com.br/

http://aires-buenos.blogspot.com

http://subtropicalia.wordpress.com/

http://younghotelfoxtrot.blogspot.com/

http://euelaocoeoaffairredivivo.blogspot.com

http://www.blogdovinhas.blogspot.com/

www.ocudio.blogspot.com

www.sudoesteunderground.blogspot.com

www.patobranco.net

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Hotel Avenida - Acústico Mundo Livre (em breve)

Enfim, gravamos nossa participação no projeto Acústico Mundo Livre FM lá no pomposo estúdio Nicos's. Acústico entre aspas já que têm guitarra em quase todas as canções e todas as canções nunca haviam sido registrado oficialmente. Ok, Zelo, Um centavo e Só o amor pode partir seus joelhos já tinham aparecido no Bootleg do Rock de Inverno 7 - lançado há mais ou menos um mês, mas agora elas estão mais definidas. Deslizes aconteceram – grande parte culpa deste que vos escreve, mas acho que no geral foi uma gravação feliz de uma banda que só sabe fazer canções. Registramos uma versão de Meu abrigo, meu abismo – canção do Lobão e uma Nuvem de lágrimas – canção que dizem ser da Roberta Miranda, dizem, já vi creditada há outras pessoas por ai.

Minha favorita é a canção que deverá fechar o disco “Nas profundezas do coração do fundo do copo”. Tá, eu sei que o titulo é uma coisa, um exagero só, mas a canção tem seis minutos e não tem refrão, apenas um conto sobre um dia na noite desta cidade. A letra está há uns três posts depois deste aqui neste blog. Foi a que deu mais trabalho pra gravar, errei ela pelo menos três vezes, muita letra, muitas dinâmicas e muito bla bla bla. No quarto take minha voz já tinha ido embora então, mudei a linha que vinha fazendo nos últimos três meses. Vai entender, né? Nunca tinha gravado pra valer e “eu não sou um bom lugar” já tinha ficado aquém das possibilidades, mas enfim, gravamos e é isso.

O EP deve ser lançado daqui há duas semanas na Mundo Livre FM e o show de lançamento/comemoração é no dia 30/10 no Jokers Pub. Neste dia, acho que a Hotel também lança uma versão youtube do Bootleg Rock de Inverno, mas não está confirmado, não depende de nós, saca?

Ah, abaixo a capa do novo EP.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Hotel Avenida - Bootleg Rock de inverno 7


(clique na imagem para baixar)

A melhor banda de igreja do estado - a Hotel Avenida acaba de disponibilizar um “bootleg” com o áudio da apresentação no festival Rock de Inverno 7. São sete canções gravadas e mixadas por Luigi Castell – três destas novinhas em folha. As fotos de divulgação são de Marcelo Stammer.



(clique na imagem para baixar)


Disponível também nos melhores sites do ramo de downloads:

www.myspace.com/hotelavenida

www.tramavirtual.com.br/hotel_avenida


01 Seu peito dói, dói e o sol começa a te envelhecer / de repente você já não tem mais quinze anos e continua sozinho / bem mais do que antes – porque antes era drama e agora a culpa é sua. 02 E se eu tivesse ganho um centavo a cada vez que eu tive de esperar / E se eu tivesse ganho um centavo talvez pudesse pagar não apenas a conta e o seu café. 03 Não me pergunte - eu não sei, eu mato o amor de alguém todo santo dia e, se eu continuo de pé - a culpa não é só minha. 04 Só o amor pode partir seus joelhos / só o amor pode te bagunçar / só amor tem todo o meu respeito / todo o resto pegue, é seu – eu não quero / Talvez você o faça melhor, talvez você me faça melhor / mas só o amor te fará melhor do que qualquer coisa, agora. 05 Por favor deixe me descer na mesma estação que ela escolher. 06 Hoje eu quis ela só pra mim / voltei – havia alguém no meu lugar / alimentei o ódio e afiei a faca / ok, me beija, me queira, me deixa / logo tudo acaba e eu volto a respirar. 07 Finja que mudou e todos acreditarão / mostre seus dentes quando for a hora / Jesus, Maria e sua gangue / sua jaqueta de rock star com o seu nome: todo mundo quer você / então faça do seu peito um coração.



quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Senhor F: 14 Canções, belas melodias lo-fi



14 Canções, belas melodias lo-fi

* Fernando Rosa

Um das mais gratas surpresas do festival Rock de Inverno, em Curitiba, foi assistir/ouvir Giancarlo Rufatto a frente do grupo Hotel Avenida. A bela canção "Não sou um bom lugar" foi destaque na Parada Senhor F de junho, mas o show apresentou a outra faceta do músico. A de um intérprete visceral no palco, dono de uma performance estranha e, ao mesmo tempo, arrebatadora.

Giancarlo Rufatto é da estirpe de autores e compositores que transitam entre a sofisticada melodia e a interpretação lo-fi. Seu disco "14 Canções", embalado em um envelope de papel de pão, é um apanhado de belas composições, tanto em música quanto em letras/poesia. Nas letras, ele mergulha fundo na alma de sua geração, como um Lou Reed/Dalton Trevisan moderno.

A música "O Homem da Casa",também presente na Parada Senhor F de julho, é um dos destaques do disco, com sua levada folk. Já "Cante-me Álcool" traz lampejos dos melhores, mais tortos e sinceros momentos do brasiliense Renato Russo. Com este disco e outras obras, ele afirma seu lugar entre os principais nomes da cena independente nacional.

link para o texto: http://www.senhorf.com.br/agencia/main.jsp?codTexto=5799